ESTUDOS BÍBLICO

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Santo Lugar
O que era o Santo Lugar?
Era a segunda das três áreas existentes no Tabernáculo.
O que representa?
A nossa alma, pois é ali que entramos na presença de Deus. À medida que o sacerdote avançava no Tabernáculo, mais perto de Deus
estava. Enquanto que o Pátio representa o nosso corpo, o Santo Lugar representa a nossa alma e o Santo dos Santos, o nosso espírito.

Como era constituído o Santo Lugar?
Na entrada encontravam-se cinco colunas, representando os cinco Livros da Lei: Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio.
Todos os objectos existentes no Santo Lugar eram feitos de ouro, que simbolizava a divindade, a realeza e a eternidade, ou seja, Deus.
Dentro do Santo Lugar existiam apenas três elementos: a Mesa dos Pães, o Candelabro e o Altar do Incenso.

1.º ELEMENTO – Mesa dos Pães
O que significava?
Este elemento - que estava colocado no lado norte da tenda, ou seja, no lado direito da porta de entrada do Santo Lugar - significava o alimento que provém de Deus para saciar a “fome” do Seu povo. O pão representa Jesus, como o Próprio disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” (Jo 6.35). Em hebraico estes pães eram chamados “pães do rosto”, da propiciação, pois representavam a presença de Deus.
Só se encontravam pães nesta mesa?
Não. Na Mesa dos Pães eram colocados doze pães sem fermento, um por cada tribo (das doze de Israel eleitas por Deus) e o vinho, representando o sangue de Cristo.

Quem é que podia comer e beber destes alimentos?
Era proibido que outra pessoa que não fosse sacerdote tocasse ou preparasse o pão e o vinho. O que nos relembra a Santa Ceia, onde apenas os sacerdotes, ou seja, os discípulos, participavam juntamente com Cristo.

2.º ELEMENTO – Candelabro
O que era?
Era uma peça única, feita de ouro, também chamado de Menorá. Era colocado no lado esquerdo do Santo Lugar, isto é, no lado sul da tenda. O Candelabro tinha sete hastes (representando o Espírito de Deus; o sete também era o número da perfeição). A sua forma e desenho fazem lembrar a amendoeira – a primeira flor que brota, na Primavera, em Israel – e representa o renascimento. O Menorá estava permanentemente aceso para iluminar o Santo Lugar. “Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo o homem.” (Jo 1.8,9).
Quem é que mantinha o Candelabro aceso?
Aos sacerdotes cabia a responsabilidade de, pela manhã e pela tarde, manter as lâmpadas cheias de óleo (acesas) e com os pavios aparados. O Candelabro era aceso apenas com o azeite da oliveira, também chamado de óleo da iluminação.
A luz que procedia do Menorá tinha algum significado?
Sim. Essa luz simboliza Jesus, pois Ele é a “luz do mundo”. “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (Jo 8.12).

3.º ELEMENTO – Altar do Incenso
Onde é que estava localizado?
Esta última peça do Santo Lugar, que era feita de madeira de acácia e banhada em ouro, estava localizada em frente ao véu que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos.

Para que servia?
O Altar do Incenso era o local onde o sacerdote queimava o incenso, pela manhã e pela tarde, para o Senhor. O incenso queimado simboliza as orações feitas pelo povo de Deus.
Qual é a diferença entre as orações feitas no Pátio e no Santo Lugar?
As orações feitas no Santo Lugar têm uma grande diferença das que são feitas no Pátio. Enquanto que neste último oramos por nós mesmos, no Santo Lugar oramos para agradar ao Deus Eterno, pois só Ele satisfará os desejos do nosso coração.

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 O simbolismo da Cruz

Epístola de Paulo aos Gálatas cap.3 v.13 “...Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”.
Introdução:
 

O assunto que abordaremos nesse estudo, tem por objetivo mostrar, o verdadeiro significado da cruz símbolo: O que foi, e o que representa para os dias atuais. É essencial que o povo do Senhor saiba diferenciar a apresentação da cruz como um objeto que simboliza o cristianismo, e a mensagem da cruz; ambas tem expressões diferenciada, uma de bênção e a outra de maldição. Vamos entender tudo isso com Bíblia na mão. Por favor não se precipite, medite e analise, faça como os crentes de Beréia: “Ora ,estes de Beréia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim.” (Atos 17:11)

Vamos começar falando da mensagem da cruz, é mui importante saber isso meu amado; o Senhor Jesus consumou o seu plano de amor naquela cruz! Nada foi obra do acaso, Jesus foi à oferta perfeita! Tudo se fez novo no panorama espiritual, a lei e o meio de justificação por obras foram banidos, hoje vivemos por graça, devido à morte de Cristo Jesus naquela cruz.


Essa era a visão do Ap. Paulo a respeito do ato de Cristo Jesus no Calvário, e podemos ver isso quando ele escreve aos Gálatas; (Gálatas 6:14) “Mas longe esteja de me gloriar-me, senão na cruz de Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. O que é meu amado que o Ap. Paulo falou aos gálatas? Será que ele se referiu a um crucifixo, ou ele se referiu a uma mensagem que a na cruz foi proporcionada? Vamos ver essa resposta dentro da Bíblia em; (I Coríntios 1:18) “Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” Então nós vemos que; quando o Ap. Paulo fala de cruz, é óbvio que ele se refere à mensagem! Essa mensagem nos separa do mundo, como ele mencionou aos Gálatas, essa mensagem é loucura para os que se perdem, eu posso ingloriamente confessar também que muitos irmãos não entende essa mensagem! A maioria não entende o que Cristo fez por ela na cruz! Elas só se limitam a extração do pecado, mas não entende que Jesus:


-Cancelou o escrito de dívida!(Colossenses 2:14) “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu inteiramente, encravando-o na cruz;” Olha meu amado! Na cruz do calvário, os 613 mandamentos impostos pela lei de Moisés, junto com as ordenanças dos escribas e fariseus foram abolidas naquela cruz!


A lei dizia: Tem que circuncidar, tem que guardar o sábado como dia de descanso, tem que sacrificar... tudo isso era prejudicial! O Senhor dos senhores removeu inteiramente, encravando-o na cruz .


O que é que o Senhor Jesus fez mais?


-Nos concebeu cura perfeita! (I Pedro 2:24) “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para aos pecados, vivamos para justiça; por suas chagas fostes sarados.” Veja quanto fomos beneficiados naquela cruz! Olha meu amado ou minha amada, confesse isso mediante a qualquer enfermidade que surgir sobre tua vida. Não receba doença de bom grado em tua vida não! Abra os teus lábios e declare; JESUS ME SAROU! EU ESTOU SARADO!


Ô glórias!, essa é a mensagem da cruz que para muitos é loucura! Vamos ver o que o Senhor fez mais naquela cruz:


-Nos reconciliou com Ele: (Colossenses 1:22) “Agora, porém, voz reconciliou no corpo da sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,” É por isso que o cristão tem que ver esse novo pacto como pacto de melhores e superiores promessas! A lei, a primeira aliança nunca teve esse poder; mostrava o pecado, mas não o removia, por isso que a culpa, a sujeira do pecado a repreensão eram constante na vida daqueles que por ela vivia. Agora na graça de Deus, rendemos aos pés do Altíssimo grato por Ele ser o nosso substituto, a sua morte de cruz nos favoreceu uma total reconciliação. Outrora éramos inimigos de Deus, agora somos amados, justos, inculpável e irrepreensível. Tudo isso nos foi favorecido graciosamente na Cruz.


Isso é para o teu deleite espiritual! Descansa nessa mensagem! Celebre o Deus de nossa salvação! Seja grato por tudo isso! Em nome de Jesus Cristo. Tem mais! Vamos ler: (Hebreus 2:14) “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,” Então quer dizer que na cruz o Senhor Jesus destruiu o diabo? Exatamente isso que está escrito! Antes da cruz o diabo era o príncipe deste mundo, entrava e saia nos filhos de Deus, destruía vidas, chagou a oferecer o reino deste mundo a o Senhor Jesus no deserto! Mas o Senhor disse antes de ir a cruz: (João 12:31) “Chegou o momento de ser julgado este mudo, e agora o seu príncipe será expulso.” Quero ser mais preciso, leia por favor: (Lucas 13:32), onde o Senhor diz categoricamente aos fariseus a cerca de Herodes: “Ele, porém, lhes respondeu: Ide dizer a essa raposa que hoje e amanhã expulso demônios e curo enfermo, e no terceiro dia terminarei.” Aleluias! Jesus Cristo destruiu o diabo, julgou o príncipe deste mundo e no terceiro dia ele terminou. É por isso que o cristão tem que confessar; EU ESTOU CURADO! O diabo NÃO PODE MAIS CONTRA A MINHA VIDA! EU ESTOU RECONCILIADO COM CRISTO! TODO O ESCRITO DE DIVIDA FOI BANIDO!!!!!




É essa a mensagem da cruz! Os discípulos não saiam empunhando um crucifixo não! Eles declaravam! Eles confessavam o que Cristo fez por nós! Isso era loucura na época, agora também não é diferente. Diga aí fora que o diabo não pode contra a tua vida pra você ver; Diga aí fora que não tem mais que pagar o preço; muitos não entendem! Pra eles isso é loucura, mas para os que crêem, é poder de Deus.


Vamos tratar agora da cruz que expressa o símbolo do cristianismo, o crucifixo:


A cruz foi um instrumento de suplício, no original grego essa palavra é; Stauros . Tal instrumento era usado pelos assírios, persas, fenícios, egípcios, gregos, e romanos. Era formada, geralmente, de duas peças de madeira, atravessada uma sobre a outra, e ao qual se prendiam, ou em que se pregavam, os criminosos. Devido às várias acusações feitas a Jesus Cristo pelos escribas e fariseus, não tanto por isso pois nele se cumpria a predição dos profetas; “Foi contado com os transgressores..” (Isaías 53:12). Então, no 18º ano de reinado de Tibério César foi ele crucificado, assim como muitos transgressores. Isso fica bem patente, quando lemos a cerca de sua crucificação! Pois ao lado do Senhor jaziam dois ladrões.


Na cruz foram mortos muitos transgressores; vamos a Bíblia e veremos isso. (Josué 8:28-29) que fala da morte do rei de Ai: “Então Josué pôs fogo a Ai, e a reduziu para sempre a um montão, a ruínas até ao dia de hoje. Ao rei de Ai enforcou-o, e o deixou no madeiro o cadáver, e o lançaram à porta da cidade, e sobre ele levantaram um montão de pedras, que até hoje permanece.” Veja! O rei de Ai foi posto no madeiro, crucificado como malfeitor de Deus!


Vamos a outra execução, agora dos cinco reis em Maquedá; (Josué 10:25-26) que diz ,depois da perseguição a execução dos tais: “Então Josué lhes disse: Não temais, nem vos atemorizeis; sedes fortes e corajosos, porque assim fará o SENHOR a todos os vossos inimigos, contra os quais pelejardes. Depois disto, Josué, ferindo-os, os matou, e os pendurou em cinco madeiros; e ficaram eles pendentes dos madeiros até à tarde.” Cinco reis, malfeitores de Deus, punidos de cruz. Como vemos; a cruz como objeto, não há valores espirituais nem tão pouco cristãos! É de extrema necessidade haver essa compressão, pois esse símbolo sempre foi um objeto de execução.


Quero te mostrar como isso tem sentido também em; (Deuteronômio 21:22-23) que diz: “Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tenha sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas certamente o enterrará no mesmo dia: porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus: assim não contaminará a tua terra, que o SENHOR teu Deus te dá em herança.”


Como está escrito? “Porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus;” então o que fica evidente, e que a cruz como um objeto, é um símbolo de maldição!

O Ap. Paulo ciente disto, quando escreve aos irmãos da galácia, ele ratifica: (Gálatas 3:13) “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado em madeiro;”


Além das escrituras podemos ver na história, milhares de cristãos que foram crucificados, pendurados no madeiro, como maldito de Deus pela igreja católica! A inquisição; Quem não se lembra!!! Quem no se lembra do martírio do Ap. Pedro, que foi crucificado de cabeça para baixo!


Então, por não haver essa distinção entre esses dois paralelos; a mensagem e o objeto, 99º/º do povo inclusive evangélico, aderem a cruz objeto como sinal de cristianismo. Aí nos vemos; sinal da cruz no peito, crucifixo fixado em muitos lares, comércio, empresas, no pescoço, na orelha, tem pessoas que fazem tatuagem; o desenho do crucifixo e pousa como credor. O pior de tudo é que tem IGREJAS EVANGÉLICAS, que expõe o objeto na faixa da igreja, em seus panfletos, no altar. É sem dúvida uma ignorância sem igual! Eu fico a me perguntar; se Jesus fosse morto na cadeira elétrica, será que as pessoas aderiam a uma cadeirinha pendurada no pescoço? Se fosse enforcado, será que as pessoas pendurariam uma forca no pescoço? Se fosse assassinado pelos leões, será que os bispos pendurariam leões nos altares de suas igrejas?
 

Então, como nos podemos ver, o cristão que se presa na verdade, deita fora; o erro, o engano, o paganismo. Também encontramos na Bíblia, passagens onde a crucificação é metaforicamente usada para aludir à renúncia do mundo que caracteriza a verdadeira vida cristã; como essa por exemplo: (Mateus 16:24) que diz; “Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Será que o SENHOR está pedindo que os seus discípulos saíssem pelas ruas de Israel arrastando uma cruz no ombro? Claro e evidente que não! Isso é uma metáfora! Isso quer dizer abnegação das cousas do mundo. O Ap. Paulo entendia muito bem isso, pois quando ele escreve aos gálatas, nos vemos também essa metáfora; (Gálatas 6:14) está escrito; “Mas longe esteja de me gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo.”  

Como ministro dessa nova aliança, e despenseiro dos mistérios de Deus, eu desejo que esse estudo desperte muitas vidas; que você abençoado(a) esteja apegado(a) a mensagem da cruz! Por ela viva! Por ela seja o teu progresso manifesto para a glória de Deus. Enquanto a cruz como objeto simbolizando o cristianismo; deita fora, não recebais em casa isso é um instrumento de suplício, isso é símbolo de maldição.
 Que a graça e a paz te sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus o nosso Senhor.


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O Espírito Santo e os seus Ministérios  

No estudo em questão, vamos ver como o Espírito Santo atua no crente preparando-o para a vida futura. Hoje vamos aprender como o Espírito Santo nos habilita a viver aqui na terra, uma vez que isso resulta tanto na nossa felicidade e dos nossos semelhantes como na glória de Deus.

    Os diferentes ministérios desempenhados pelo Espírito Santo em nosso favor constituem provas irrefutáveis de que Ele é uma pessoa divina e não uma influência, como alguns pensam e ensinam. Os seus ministérios o identificam como o Parácleto, o ?consolador?.

    Você, certamente, teria como um grande privilégio ver o Senhor Jesus. Seria mesmo muito comovedor conhecer a Cristo pessoalmente, ouvir a sua pregação, vê-lo fazer milagres e ter o prazer de acompanha-lo. Para os Seus seguidores, Jesus era um professor, um Guia e um ajudador em todas as circunstâncias. No entanto, hoje também temos estas mesmas prerrogativas pois, estes encargos ficaram com o ?outro consolador?, o Espírito Santo.

?    O Espírito Santo habita no crente

    Quando Jesus prometeu aos Seus discípulos enviar-lhes ? um outro consolador?, referia-se ao fato de que Ele mesmo tinha sido para eles um consolador. Então Jesus ensinou que o Espírito Santo seria para os discípulos o que Ele, Jesus, tinha sido em pessoa com uma vantagem, que destacou ao dizer: ?E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco?. Podemos entender então:

- Deus revela Seu desejo pela companhia do Homem ? vimos isto através das escrituras, fomos criados conforme sua imagem e semelhança. Seu coração de infinito amor, só se satisfaz quando lhe é possível habitar e viver com o homem, Sua criatura predileta. ? Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos?. ( Is 57:15 )

- O coração, morada do Espírito Santo ? Cristo, por Sua obra redentora, purificando-nos dos nossos pecados, tornou possível a habitação de Deus em nossos corações. ?Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?? ( 1Co 3:16 )


?    O Espírito Santo - O Mestre

    Jesus falou do Espírito Santo e disse: ?Esse ( o Espírito Santo ) vos ensinará todas as cousas? (Jo 14:26 ). O Espírito Santo é o maior professor deste mundo. Enquanto esteve Jesus aqui na terra, foi o nosso grande mestre. Hoje, o Espírito Santo ocupa o seu lugar ensinando milhões de discípulos.

- O Espírito Santo revela verdades novas ? Ele não nos apresenta seus ensinamentos simplesmente em forma de exposição da verdade, mas de revelação de verdades novas, bem como iluminação de verdades já reveladas. Por falta desta ação do Espírito, nas vidas que o negligenciam, muitas verdades preciosíssimas são desconhecidas ou não merecem grande atenção de alguns estudantes da Bíblia. O Espírito Santo ensina, abrindo a Palavra às nossas mentes e aos nossos corações.

- O Espírito Santo ensina através dos Ministros de Deus ? é faltosa e prejudicial a crença dos que julgam que o Espírito Santo só fala ao crente ou se revela através de profecias. O Espírito Santo também ensina de modo especial, por intermédio do ministério daqueles que Deus deu à Igreja para cumprirem o ofício de mestres. ? Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto- ele subiu- que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo?. ( Ef 4: 8-12 )


?    O Espírito Santo - O Líder e o Guia

    Vamos atentar para três pontos básicos os quais as pessoas são guiadas pelo Espírito Santo:

Os filhos de Deus ? ?Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus? ( Rm 8:14 ). Em outras palavras, todos os que são filhos de Deus, são guiados ou se deixam guiar pelo espírito de Deus.

Os vivos ? O Espírito Santo guia mediante a existência de vida espiritual naquele que é guiado. O Espírito não tenta guiar um cadáver espiritual, uma alma morta no pecado. Só a liderança do Espírito Santo é capaz de nos guiar nos caminhos da santa vontade de Deus, e nos fazer viver de acordo com o padrão divino.

Os submissos e humildes ? O homem insubmisso e exaltado é um escravo de si mesmo. O Espírito Santo guia-nos, libertando-nos de nós mesmos, ou seja, da confiança em nossa justiça, nossas obras e forças próprias, mas divorciar-nos desse princípio de confiança própria é trabalho de uma vida. Só o Espírito divino pode libertar-nos desse instinto de auto-suficiência, em suas várias formas. Quando somos guiados pelo Espírito Santo, somos salvos do desespero procedente do nosso estado pessoal pecaminoso. Quando não damos inteira oportunidade ao Espírito Santo, continuamos, ainda, sob opressiva e humilhante servidão, por isso, não somos suficientemente guiados para nos livrarmos de nós mesmos.


?     O Espírito Santo conforta os crentes

    Da Igreja primitiva está escrito que: ?... no conforto do Espírito Santo, crescia em número? ( At 9:31 )
    Entre as maneiras como o Espírito Santo conforta os crentes, destacamos a seguinte:

- O Espírito Santo conforta como advogado ? Jesus usou o termo mais expressivo, ao anunciar a vinda do Espírito Santo, a quem deu o título de ?consolador?. Você já estudou que esta palavra que no grego é ?parácleto?, pode também ser traduzida por ?advogado?.
    O Espírito Santo é tudo isto para o crente. Pensemos em tudo o que um bom advogado deve fazer pelo seu constituinte.

    Encoraja aÞ esperar o sucesso ? O Espírito Santo nos encoraja a esperar o maior sucesso e a conclusão satisfatória desta bendita causa. Isto faz parte do ministério do Espírito Santo
    Avisa e aconseÞlha ? O advogado orienta ao seu cliente quanto à maneira como deve agir e o que deve dizer. Previne o seu constituinte quanto às táticas e astúcias do seu opositor. É isto que o Espírito Santo também faz. Se o diabo é o nosso opositor, Ele é o nosso advogado.
    TomaÞ providências oportunas ? Certifica-se de haver feito todas as coisas ao seu alcance para ganhar a causa do seu cliente. Finalmente, vai à tribunal e fala em favor dele e em sua defesa. O Espírito Santo também o faz. Jesus disse, com referência as nossas lutas: ?Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer? ( Lc 12:12 )


?     O Espírito Santo ajuda-nos em nossas fraquezas

    A oração é o meio eficaz para nos comunicarmos como céu ou ? Acheguemo-nos...junto ao trono da graça? ( Hb 4:16 ). Romanos 8: 26 diz que: ?...não sabemos orar como convém?, mas o Espírito Santo é o grande ajudador em nossa vida de oração.
    É o Espírito Santo que nos inspira quando entramos em oração. É muito comum ouvirmos pessoas adultas, de boa instrução, orar com dificuldade. Isso acontece com pessoas pobres de espiritualidade. São Judas escreve: ?Vós, porém, amados...orando no Espírito, guardai-vos no amor de Deus...? ( Jd 20: 21 ). Sem a inspiração do Espírito Santo, não há oração eficaz.

    A nossa vontade, quando não influenciada pelo Espírito Santo, sempre se manifesta marcada de imperfeições humanas ? egoísmo, auto-suficiência e outras coisas que impedem que as nossas orações sejam respondidas. Leia 1 Pe 3; 7. (?Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.?). Se estamos seguros de estarmos na vontade de Deus, isto nos trará grande confiança. È trágico o fato de que muitos irmãos o ignoram e não sabem aproveitar-se de Sua indispensável ajuda.


?     O Espírito Santo e seu fruto no crente

    Não poderíamos fazer um estudo apropriado do Espírito Santo, na vida do crente, sem dar atenção ao fruto do Espírito. No passado, antes do grande avivamento pentecostal, se dava muita ênfase ao fruto do Espírito, enquanto que os dons eram ignorados. Para combater este desequilíbrio, os pentecostais começaram a enfatizar os dons e quase a ignorar o fruto do Espírito. Este desequilíbrio estava também em desacordo com a Escritura.
    Os dons do Espírito não poderão ser exercidos legitimamente, e através da vida dum crente que não manifesta o fruto do Espírito, evidenciado através das virtudes, que são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

Amor ? O amor é a maior das virtudes do fruto do Espírito. Este amor não é o amor natural. É muito fácil amar àqueles que o amam. Mas, o amor, virtude maior do Espírito, é um amor que tem sua origem em Deus, e é dado ao crente que verdadeiramente procura seguir as pisadas de Cristo, e se empenha por adquirir a Sua semelhança.

Alegria ? A palavra alegria vem diretamente do grego, e significa: contentamento, gozo, tranqüilidade. Esta alegria não tem a sua origem no que é natural, nem é derivado das circunstâncias. Esta alegria é constante, e faz o coração elevar-se em exultação a Deus, mesmo em meio a tristezas e mágoas. Suas raízes estão em Deus e nos vem como resultado de nossa obediência aos mandamentos divinos.

Paz ? Somente aquele que aceita a Jesus como Salvador e Senhor da sua vida, encontrará paz eterna, pois ele é o Príncipe da Paz, ( Is 9; 6 ). Jesus disse: ?Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize? ( Jo 14: 27 ).

Longanimidade ? É uma santa capacidade de esperar que Deus a seu tempo agirá em defesa da justiça do seu povo.

Benignidade e Bondade ? Ambas as palavras têm sentido aparentes. Tanto benignidade como bondade falam da capacidade de se identificar com pessoas em suas alegrias e tristezas. ?Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram? ( Rm 12:15).

Fidelidade? Aquele que é fiel a uma pessoa ou a uma causa é uma pessoa que se manterá fiel até a morte. Isto é o que significa ser fiel e leal a Cristo.

Mansidão? É humildade primeiramente diante de Deus e em segundo lugar, diante dos homens. O segredo da conquista da humildade é reconhecer que nós, juntamente com os demais homens, somos culpados diante de Deus, e por isso mesmo carente da sua misericórdia e perdão.

Domínio próprio ? Jesus foi um exemplo perfeito de domínio próprio. Ele ficou irado e expulsou os cambistas para fora do templo em Jerusalém, mas Ele não perdeu o equilíbrio e controle sobre o Seu espírito. ?Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira;? ( Ef 4: 26 ) e também: ?Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.? ( Pv 16: 32 )
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Missões pelo mundo

O tema central relacionado a missoes, é o de livrar almas
que estao indo em direçao a morte, pois como sabemos a morte é fatal e nao respeita a poziçao de ninguem.E Deus na sua infinita misericórdia sempre enviou a sua palavra para libertar o homem da condençao.A cidade de Ninive foi totalmente salva com a pregaçao de Jonas.


Nao há outro meio de Deus salvar a não ser pela sua poderosa palavra, tanto é, que o apóstolo Thiago Disse:


...recebei com mansidao, a Palavra que a vós foi pregada, por que ela é poderosa para salvar a vossa alma. (Thiago 1:21)Mas infelizmente a sociedade moderna nao da a mínima para a palavra do Rei, muitos chegam a declarar em tom de deboche que palavras nao enche barriga de ninguem, o que a maioria deseja é apenas obter bençaos e prosperidade, principalmente os que auto se proclamam povo de Deus. Este fato ja ocorria no tempo dos profetas e com o povo de Deus, esta escrito:


Quanto a ti ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto aos muros e nas portas das casas;fala um com o outro, cada um a seu irmao,dizendo:Vinde e ouvi qual seja a palavra que procede do Senhor.Eles vem a ti, como o povo costuma a vir, e se assentam diante deti e ouvem as tuas palavras, mas nao as poem em pratica; pois com a boca, professam muito amor, mas o coraçao só ambiciona lucro.(Ezequiel , 33:30) É lamentavel, mas é este o clima que esta proliferando-se na maioria das chamadas igrejas evangélicas, e os supóstos ministros de Deus pregam o que povo quer ouvir , nao o que Deus quer falar, eles sao os maiores responsaveis por este clima que esta contaminado as igrejas. Ao invès de pregarem a mensagem da cruz, pregam a mensagem da prosperidade.Estes mercenários deveriam se consientisarem, que o principal objetivo da pregaçao é o de salvar o pecador da condenaçao. Pois esta escrito:


Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregaçao.(1 Corintios 1:21)A missao do ministro do evangelho nao é, a de agregar as pessoas em torno de si, mas gerar nelas a palavra da vida, o apóstolo Paulo relata este fato com muita propriedade, pois esta escrito:Meus filhos por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja gerado em vós.(Galatas, 4:19) Aí está a verdadeira essência da Palavra, Gerar vidas, pois nem só de pão viverá o homem mas sim de toda a Palavra que procede da boca de Deus.O mundo clama por ouvir a verdade plena e absoluta, mas como ouvirão se não há quem pregue ?e como pregarão se não forem enviados?(Romanos,10:14) Muitos pregam, mas por conta própria falam o que não convém, são oportunistas e exploradores, preste atenção nesta declraçao do apóstolo Paulo e toda a sua indignação em relaçao a estes pregadores:


Porque existem muitos falsificadores, pregadores frívolos e enganadores...é preciso faze-los calaren-se,porque andam pervertendo casas inteiras ensinando o que ñao convem, por torpe ganancia....No tocante a Deus, professam conhece-lo; entretanto o negam por suas obras;é por isso que sao abomináveis desobidientes e reprovados para toda boa obra.(Tito,1:10-16)O mensageiro quando enviado da parte de Deus, nao visa outra coisa, a nao ser dar o recado do Rei e livrar almas do inferno.


Pois esta escrito:Livra os que estao sendo destinados para a morte e salva os que cambaleiam rumo a morte, se disseres nao o sabemos, nao perceberá aquele que sonda os coraçoes?nao saberá aquele que atenta para a tua alma? Nao pagará ele ao homem segundo as suas obras?( proverbios,24:11)Nós que fomos resgatados temos o dever de passar a mensagem da cruz, para esta sociedade que esta a cada dia que se passa, caminhando para o caos, temos que abrir a boca em favor dos nossos semelhantes.Esta escrito:Abre a tua boca a favor do mundo, pelo direito de todos os que se encontram desamparados.(Proverbios,31:8)Que Deus na sua bendita misericórdia envie mensageiros fieis, para alertar ao mundo que o fim esta próximo, nao podemos em hipótese alguma nos conformar com este caos que assola a todo mudo e nos tornar-mos pregadores só de pulpito de igrejas, mas devemos tocar as trombetas e pertubar os moradores da terra.Elias o profeta foi taxado de, o pertubador de Israel, e graças a esta pertubaçao santa.


todo o povo caiu de joelhos e disseram: Só o Senhor é Deus.(1 Reis, 18:39) Que isso possa ser realidade em nossos dias, pois o nosso Deus nao mudou, e creio pela sua bendita palavra que ele ha cumprir a palavra proclamada pelos seus mensageiros fieis, para concluir está escrito:...Que desfaço os sinais dos profetizadores de mentiras e enlouqueço os videntes, que faço tornar a trás os sabios, cujo saber converto em loucuras;que confirmo a palavra do meu servo e cumpro o conselho dos meus mensageiros,(Isáias,44:25)Amém

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A oferta de manjares

Vamos considerar a oferta de manjares de três ângulos diferentes, da mesma forma que fizemos, no estudo anterior, com o holocausto: (i) Literalmente, (ii) Significado espiritual, e (iii) Lições práticas.

1. Literalmente


Esta oferta era diferente das demais porque era a única em que não havia derramamento de sangue. Porém o memorial dela foi queimado sobre o holocausto, desta forma juntando-se e mesclando-se com aquela oferta cujo sangue já fora derramado. Parece que nunca foi oferecida sozinha, mas sempre acompanhava as outras ofertas de aroma agradável.
Esta oferta podia ser apresentada de várias formas:
·         a) Crua. Nesta forma, era de flor de farinha e sobre ela se derramava azeite e ainda se punha incenso sobre ela. Um dos sacerdotes tomava um punhado da farinha com azeite e todo o incenso, e queimava este memorial sobre o altar. Esta era a porção do Senhor. O que sobrava era dos sacerdotes.
·         b) Cozida no forno. Neste caso era de bolos asmos de flor de farinha, amassada com azeite, e coscorões asmos untados com azeite.
·         c) Cozida na caçoula (assadeira). Neste caso era de flor de farinha sem fermento, amassada com azeite e partida em pedaços. Sobre ela punha-se o azeite.
·         d) Cozida na sertã (frigideira). Neste caso era feita de flor de farinha com azeite.
Havia também a oferta de manjares das primícias. Esta oferta era de espigas verdes tostadas ao fogo, ou seja do grão de espigas verdes cheias; derramava-se azeite sobre ela e ainda punha-se o incenso.
Além das instruções dadas no começo do capítulo, Deus ainda mencionou duas coisas que nunca poderiam ser usadas numa oferta de manjares: “de nenhum fermento, nem de mel algum oferecereis oferta queimada ao Senhor” (2:11). Finalmente, havia mais uma exigência — “não deixarás faltar à tua oferta de manjares o sal do concerto do teu Deus” (v.13).

2. Significado Espiritual

A oferta de manjares apresenta o Senhor Jesus na perfeição da Sua humanidade. Já observamos que Ele, como o holocausto verdadeiro, satisfaz a vontade de Deus. Agora veremos, na oferta de manjares, que Ele satisfaz a necessidade do homem perante Deus. Ele é o Homem perfeito; o único homem perfeito.
Vejamos, primeiramente, os

Ingredientes.

i) Flor de Farinha. É uma figura clara do Senhor Jesus. Ele mesmo disse: “… se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só: mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24). Outra vez Ele disse: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:35). Os grãos limpos e moídos produzem uma massa informe e igual — a farinha. Isto representa a pureza e a perfeição do caráter do Homem — o Senhor Jesus. Todas as virtudes estavam nEle em proporções perfeitas; uma não sobressaía mais do que outra.
Não podemos comparar o Senhor Jesus com os demais homens — Ele é incomparável. Mesmo com os melhores homens, há grandes contrastes.
Se pensamos em Abraão, pensamos em fé. Ele é o pai daqueles que crêem. A sua fé é proverbial. Ele possuía outras virtudes que não podemos menosprezar, mas estas não atingiram o elevado nível que a sua fé atingiu.
Moisés era outro grande servo de Deus, conhecido até hoje como o homem mais manso de toda a terra. As demais virtudes que embelezaram aquela vida, porém, não brilharam com o mesmo fulgor que marcou a sua mansidão.
Salomão foi o homem mais sábio, e Jó é conhecido ainda como aquele que sofreu com paciência. O NT fala da paciência de Jó.
Se perguntamos, porém, qual foi a virtude que se destacou na vida de Jesus de Nazaré, teremos que responder — nenhuma! Todas as virtudes estavam nEle em proporção exata. Ele foi perfeito.
Levítico 2, porém, não fala do processo de fazer a farinha — o Senhor Jesus sempre foi perfeito, não precisou de experiências e provações para desenvolver as virtudes e aperfeiçoá-las. Compare com Lc 1:35: “O Santo que de ti h* de nascer …” Veja Is 28:28-29.
ii) Azeite. O azeite é uma figura do Espírito Santo. Zacarias viu um castiçal de ouro, cuja luz dependia do azeite, e o anjo explicou: “Não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:1-6).
Lembre que na oferta de manjares a farinha e o azeite se juntaram de duas formas:
·         Bolos asmos amassados com azeite (v. 4-5);
·         Azeite sobre a farinha (vs. 4-6).
A primeira forma nos fala do Espírito Santo na pessoa do Senhor Jesus; veja as seguintes Escrituras mostrando a presença do Espírito Santo em Jesus Cristo:
·         Lc 4:1: “Jesus, cheio do Espírito Santo … foi levado pelo Espírito ao deserto …”;
·         Hb 9:14: “… pelo Espírito eterno, Se ofereceu a Si mesmo …”;
·         I Pe 3:18: “… vivificado pelo Espírito”.
A segunda forma nos fala da atuação do Espírito Santo sobre a Pessoa do Senhor Jesus: veja as seguintes Escrituras que mostram a vinda do Espírito Santo sobre Ele:
·         Lc 1:35: “Descerá sobre ti o Espírito Santo …”;
·         Lc 3:22: “O Espírito Santo desceu sobre Ele…”;
·         Lc 4:18: “O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu …”;
·         At 10:38: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo …”.
iii) Incenso. Este incenso era uma resina branca cuja fragrância é aumentada pelo fogo. As Escrituras fornecem a interpretação. Vemos incenso acrescentado às orações dos santos, fazendo-as aceitáveis a Deus (Ap 8:3-4). Representa, portanto, aquelas virtudes do Senhor Jesus que somente Deus pode apreciar; foi por esta razão que Deus requeria todo o incenso para Si (Lv 2:2, 16). Quão bom é saber que Aquele que tanto agrada ao Pai está intercedendo por nós — veja Is 53:12 e Hb 7:25. Compare com Mt 3:17 e Pv 8:30.
iv) Sal. O sal que preserva e impede a corrupção estava sempre presente na oferta de manjares e representa a incorruptibilidade do nosso Senhor Jesus. O Espírito, falando através de Pedro, nos informa que Ele não cometeu pecado (I Pe 2:22); falando através de Paulo, Ele vai além dos atos, mostrando a Sua pureza interna — Ele não conheceu pecado (II Co 5:21); falando através de João, Ele explica porque Cristo nunca pecou, nem em atos, nem em palavras, e nem mesmo em pensamentos ou motivos — nEle não há pecado (I Jo 3:5). Ele não era capaz de pecar.
Mas o sal também simboliza a imutabilidade. Quando Deus falou dum estatuto perpétuo, Ele o descreveu como um concerto perpétuo de sal (Nm 18:19, etc.). Na oferta de manjares, portanto, vemos a imutabilidade do nosso Senhor Jesus — Ele é o mesmo, ontem, hoje e eternamente.
Mas duas coisas foram especificamente proibidas:
v) Nenhum fermento. Na Bíblia o fermento é sempre o símbolo do mal: examine as seguintes Escrituras:
·         Lc 12:1: Fermento dos fariseus — hipocrisia;
·         Mt 16:12: Fermento dos fariseus e saduceus — doutrina falsa;
·         Mc 8:15: Fermento de Herodes — materialismo;
·         I Co 5:7-8: Fermento de maldade e malícia.
Houve ocasiões quando Deus mandou incluir fermento (por exemplo, Lv 23:17), mas na oferta de manjares, representando a perfeição do Homem, Jesus, o fermento não tinha lugar.
vi) Nenhum mel. Representa a doçura natural (veja Jz 14:14), educação, uma atitude amigável e amorosa. Estas qualidades agradáveis podem estar num homem que não tem o Espírito, e não devem ser confundidas com o fruto do Espírito; mesmo o melhor e mais agradável que a natureza humana produz não é aceitável a Deus. As belezas e perfeições vistas na vida do Senhor Jesus não eram meras virtudes humanas; na Sua vida foi visto o fruto do Espírito em toda a sua perfeição.

As Formas de ofertar

Nas diversas formas de apresentar a oferta de manjares podemos ver, de vários ângulos, a perfeição do Senhor Jesus.
Apresentada crua, a farinha mostra as perfeições inerentes na Sua natureza.
Sendo cozida sugere sofrimento — não, porém, os sofrimentos vicários, pois esta oferta é de aroma agradável — representam os sofrimentos pela justiça (I Pe 2:21).
No forno — aqui o processo não seria visto pelos homens. Representa, portanto, aqueles sofrimentos que só Deus viu. Inclue quase tudo que aconteceu nos primeiros trinta anos da Sua vida aqui na Terra.
Na chapa, ou assadeira — neste caso tudo seria visível, e conseqüentemente apresenta aqueles sofrimentos que todos viram. Inclue uma grande parte dos sofrimentos do Seu ministério público.
Na frigideira — a frigideira não deixa tudo à vista, nem esconde tudo como o forno faz, portanto, representa aqueles sofrimentos que vemos apenas em parte. Inclue aquelas horas cheias de mistério no Jardim de Getsêmane.
Manjares de primícias — esta representa o Senhor Jesus Cristo na ressurreição. O Senhor Jesus Cristo é apresentado como as primícias em I Co 15:20, 23. O Senhor Jesus disse: “Se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco” (Lc 23:31).
Tostados ao fogo sugere a experiência de passar pela morte. O grão trilhado — moído e esmagado — lembra-nos dos Seus sofrimentos. Veja Isaías 53.

3. Lições Práticas

A) O sacerdote tomava um punhado da flor de farinha e o seu azeite com todo o incenso e queimava este memorial sobre o altar. O que Deus recebia dependia do tamanho da mão do sacerdote. Quanto maior a nossa apreciação de Cristo, mais haverá para alegrar a Deus nas nossas vidas e na nossa adoração. Quão maravilhoso é ver Deus e o Seu povo alimentando-se do mesmo sacrifício, e alegrando-se juntos. O sacrifício é Cristo.
B) Há mais uma lição prática em tudo isto que não devemos deixar de observar. A Oferta de Manjares foi preparada em casa. Aplicando isto a nós, vemos a necessidade de preparar-nos em casa, antes de ir às reuniões, e especialmente antes de participar no Partir do Pão. Será que nós realmente tomamos tempo para nos preparar cuidadosamente para termos algo para oferecer ao nosso Deus? Lembre-se do que Ele disse a Israel: “Ninguém apareça vazio perante Mim” (Êx 23:15).


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As Ofertas de Aroma Agradável (i)


O Holocausto

Antes de ler este artigo, sugerimos a leitura de Lev. 1:1-3:17; 6:8-18 e 7:11-21
Parece estranho que sacrifícios de animais sejam mencionados na Bíblia quando coisas que parecem mais importantes são omitidas. Este fato, em si, é suficiente para mostrar a grande importância destes sacrifícios para nós. Não são antigos ritos judaicos; foram incluídos nas Escrituras para o nosso ensino (Rm 15:4) e para o nosso aviso (I Co 10:11).
Deus tem um propósito muito grande e glorioso, e Ele tem revelado algo a respeito disto nas Escrituras (leia Ef caps. 1-3). Os sacrifícios levíticos têm uma parte importante na revelação progressiva deste maravilhoso propósito divino.
Em toda a Bíblia há uma progressão clara na revelação dos planos de Deus. Para o presente estudo, basta olhar para os três primeiros livros da Bíblia e logo percebemos que:
·         Gênesis conta a história da rebelião, da queda e da ruína do homem;
·         Êxodo conta a história da redenção e da santificação do povo;
·         Levítico mostra a possibilidade e a maneira do homem ter novamente comunhão com Deus.
Em Gênesis, o pecado afastou o homem de Deus, mas em Êxodo vemos que a graça levou Deus a aproximar-se do homem, e quando chegamos em Levítico apreendemos como o homem pode ser aceito na presença de Deus.
Em Gênesis, Deus fala muitas vezes com indivíduos, mas em Êxodo e Levítico Ele fala ao povo.
Em Êxodo Deus falou do Monte — um monte acesso em fogo; foi uma cena terrível que amedrontava e ameaçava. Nem um animal poderia tocar naquele monte. Deus estava longe e ameaçador — mas estava falando. Em Levítico, porém, Deus fala do Tabernáculo — da Sua habitação no meio do povo. Ele estava perto e falou em graça.
O Livro de Levítico começa com a conjunção “e”, ligando este livro com o anterior. Em Êx 40 o Tabernáculo, a casa de Deus, foi levantado, e “a glória do Senhor encheu o Tabernáculo de maneira que Moisés não podia entrar”. Deus está dizendo ao homem que ele não pode chegar-se a Deus por causa do seu pecado, contudo há um caminho aberto pela graça. Mas convém que entremos nos Seus átrios com temor e muita reverência. A leviandade e falta de temor, tão comuns hoje, aborrecem muito a Deus. Veja Gn 28:17; Êx 40:35 e Ec 5:1. Agora em Levítico, Deus está na Sua casa dando instruções quanto às atividades permitidas nela. Compare I Tm 3:15 — “como convém andar na casa de Deus”.
Falando na Sua casa, o Senhor explica e esclarece os sacrifícios. Havia sacrifícios antes disso, mas em Levítico Deus mostra as diferenças entre os diversos sacrifícios. Agora estão associados à casa de Deus, e é necessário que tudo seja feito conforme o modelo divino.
Aplicando isto à nossa situação hoje vemos como é necessário que o povo de Deus saiba como convém andar na casa de Deus — a igreja local — fazendo tudo com decência e ordem, mantendo a simplicidade do modelo deixado em Atos dos Apóstolos e nas cartas do NT.
Das cinco ofertas destacadas nos primeiros sete capítulos temos dois grupos:
·         Três sacrifícios de aroma agradável ou de cheiro suave; são o holocausto, a oferta de manjares e a oferta pacífica;
·         Dois sacrifícios que não eram de aroma agradável; são a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa.
Repare também que quatro deles envolviam o derramamento de sangue, mas na oferta de manjares não havia derramamento de sangue.
Deus está nos ensinando por meio destas ofertas que:
·         O homem não pode aproximar-se de Deus, por ser pecador. Precisa de alguém que possa satisfazer as exigências da justiça divina, e em cujos méritos o pecador também possa ser aceito — o holocausto.
·         O homem é corrupto e depravado e precisa dum substituto perfeito — a oferta de manjares.
·         O homem está alienado de Deus e precisa de reconciliação — a oferta pacífica.
·         O homem é pecador e precisa de expiação — a oferta pelo pecado.
·         O homem é transgressor e precisa de perdão — a oferta pela culpa.

O Holocausto

Para entender melhor o holocausto, vamos considerá-lo de três ângulos diferentes:
·         Literalmente. O que foi o holocausto e em quais circunstâncias um israelita ofereceria um holocausto.
·         Significado Espiritual. O que o holocausto representa para nós hoje.
·         Lições Práticas. Como a verdade ensinada por este sacrifício deve afetar nossa vida hoje.
Aviso: Nunca devemos basear a doutrina no VT, mas sim, usar o Velho para ilustrar a doutrina encontrada no NT.

Literalmente

O israelita que quisesse aproximar-se de Deus, por qualquer motivo, teria de levar um holocausto. Poderia ser em agradecimento por bênçãos recebidas (Noé em Gn 8:20); ou para cumprir um voto (Nm 15:3); ou como oferta voluntária (Nm15:3), ou exigida por Deus (Gn 22:2). Ele não seria aceito nos seus próprios méritos. Era necessário oferecer o holocausto para sua aceitação (Lv 1:3-4) e expiação.
Havia três classes de holocausto:
·         Do gado. Neste caso o ofertante tinha uma participação grande. Não podia simplesmente trazer a sua oferta, entregá-la ao sacerdote, e assistir enquanto este fazia o serviço. O ofertante descansava suas mãos sobre a cabeça da vítima, a degolava, esfolava, e partia o animal nos seus pedaços, e ainda lavava a fressura e as pernas em água. O sacerdote só fazia aquilo que estava relacionado ao altar.
·         Do gado miúdo. Poderia ser de carneiros ou de cabritos. O procedimento é quase igual, mas parece que o ofertante tinha uma participação menor. Não há menção de pôr as mãos sobre a cabeça da vítima, nem de esfolar o animal.
·         Das Aves. Poderia ser de rolas ou de pombinhos. Neste caso parece que o ofertante fez menos ainda, apenas trouxe a oferta, e o resto era feito pelo sacerdote.

Significado espiritual

A) O holocausto era todo para Deus. Em outros sacrifícios os sacerdotes recebiam algo, mas no holocausto tudo foi queimado sobre o altar, com exceção do couro (Lv 7:8); isto seria do sacerdote. Neste sacrifício vemos a Pessoa do Senhor Jesus, que se ofereceu a Si mesmo a Deus (Hb 9:14). Gostamos de lembrar que Ele veio por nós (Lc 19:10; Rm 5:6, 8; I Tm 1:15), mas o holocausto nos mostra que o propósito da Sua vinda foi muito mais amplo e, em primeiro lugar, foi para agradar a Deus.
No livro dos Salmos lemos: “Eis aqui venho … deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu: sim, a Tua lei está dentro do Meu coração” (40:7-8). Vemos com mais clareza esta ligação quando percebemos que a palavra traduzida “vontade” (Sl 40:8) vem da mesma raiz da palavra traduzida “aceito” (Lv 1:4), e a palavra traduzida “coração” (Sl 40:8) vem da mesma raiz que a palavra traduzida “fressura” (Lv 1:9). A declaração do Salmo 40 é citada em Hebreus 10 com referência ao Senhor Jesus.
O holocausto está nos ensinando que O Senhor Jesus veio para:
·         Justificar a Deus (Rm 3:25-26);
·         Libertar a criação (Rm 8:19-22);
·         Purificar coisas celestiais (Hb 9:23);
·         Restituir o que não furtou (Sl 69:4);
·         Satisfazer a Deus (Lv 21:6, 8, 17, 21-22, etc.).
Que Deus possa ajudar-nos a ampliar a nossa apreciação da vida, morte e ressurreição do Senhor Jesus. Que percebamos que, antes de tudo, Ele veio para agradar e glorificar Seu Pai. Rendamos graças a Deus, pois, que nós também temos uma pequena parte neste propósito imenso e maravilhoso.
B) Os animais sacrificados no holocausto apresentam vários aspectos da Pessoa e da obra do nosso Salvador. No bezerro vemos o Senhor Jesus como o Servo perfeito — o Evangelho segundo Marcos destaca este aspecto. No carneiro vemos o Substituto submisso — o Evangelho de Lucas destaca este aspecto, mostrando o Homem perfeito. No cabrito vemos o andar seguro e firme dAquele que não tropeçou (Pv 30:30-31). O Evangelho segundo Mateus destaca este aspecto. Nas aves vemos o Homem celestial — o Evangelho segundo João destaca este aspecto:
·         Homem de dores (rola) — Is 38:14 e 51:1.
·         Aquele que vai ao Pai (pombo) — Jo 13:1; 14:12, 28; 16:10, 16, 17, 28; 17:11, 13; 20:17.
C) As três classes de holocausto mostram a graça de Deus, disposta a aceitar todas as classes. Desde o rico (trazendo bezerro) até ao pobre (trazendo uma ave). Desde o rico espiritual, trazendo muita apreciação de Cristo e da Sua obra, até o pobre espiritual que tem pouca apreciação do Senhor Jesus. Compare com I Jo 2:12-14, onde as apreciações dos pais correspondem ao bezerro; dos jovens, a um carneiro ou cabrito; e dos filhinhos, a uma ave.

Lições Práticas

A) Alegrando a Deus. O holocausto foi oferecido inteiramente a Deus, exceto o couro do animal; tudo foi queimado sobre o altar … oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.
Assim como o amor levou Cristo a entregar-se a si mesmo por nós em cheiro suave, assim nós devemos andar em amor (Ef 5:2). Este amor nos leva ao sacrifício que agrada a Deus, colocando tudo sobre o altar (Rm 12:1-2). É para Deus, mas beneficia outros (Ef 5:2).
Sabemos que o homem entristece a Deus constantemente, mas quão maravilhoso é poder alegrar a Deus. Compare com Sl 110:3; Hb 13:16.
B) O lugar de sacrifício. Nos dias dos patriarcas não havia lugar específico para oferecer sacrifícios a Deus. O livro de Gênesis mostra isto claramente. Eles ofereciam em diversos lugares, tais como a montanha ao oriente de Betel, Hebrom, e Moriá.
Quando, porém, o Tabernáculo foi construído e Deus veio habitar no meio do Seu povo, os sacrifícios foram trazidos (com poucas exceções) ao altar do Tabernáculo, a habitação de Deus. Mais tarde Deus falou da terra que daria a eles, e enfatizou: “Guarda-te que não ofereças teus holocaustos em todo o lugar que vires; mas no lugar que o Senhor escolher” (Dt 12:13-14) “para ali pôr o Seu Nome” (Dt 12:5).
Alguns oferecem a sua vida no altar de Prosperidade Material. Alguns oferecem a sua vida no altar de Fama (esporte, etc). Alguns oferecem a sua vida no altar das Tradições Religiosas. Convém lembrar que há um altar associado à casa de Deus — a igreja local (I Tm 3:15). É ali que devemos oferecer o nosso holocausto, dando o melhor de nossa vida à edificação da igreja onde estamos em comunhão, usando nossos dons e talentos e gastando as nossas forças para o bem estar dela.
C) Aproximar-se de Deus custa caro. Não podemos aproximar-nos de qualquer forma; Deus indicou o caminho e estabeleceu o preço. Nós devemos chegar-nos com verdadeiro coração, “tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10:22). É o sangue de Cristo que purifica nossa consciência das obras mortas (Hb 9:14), e a “água limpa” que lava o nosso corpo é a Palavra de Deus aplicada ao nosso comportamento (Ef 5:26). Não podemos andar no pecado e ter comunhão com Ele.
D) Cortar em Pedaços. Deus quer todo o nosso ser: cada parte, cada talento. Compare com o Senhor Jesus:
·         Cabeça (nossa mente) — Cristo não conheceu pecado (II Co 5:21);
·         Entranhas (nosso amor) — nEle não há pecado (I Jo 3:5);
·         Pernas (nosso andar) — O Qual não cometeu pecado (I Pd 2:22).
Deus quer a nossa mente, o nosso amor e o nosso andar.
E) Colocar os pedaços no altar. O ofertante poderia saber cortar em pedaços, mas só o sacerdote poderia colocá-los no altar. Não é capacidade ou sabedoria humana que é necessária na obra do Senhor, mas sim espiritualidade.
F) Tamanho do homem comparado com seu sacrifício. Aquele que oferecia um bezerro ficava parcialmente escondido, devido ao tamanho do bezerro. Aquele que trazia um carneiro ou cabrito, ficava mais à vista dos outros, e aquele que trazia uma ave, mais ainda.
Do bezerro ao pombinho, quanto maior o sacrifício, menos o homem aparecia. Compare com João 3:30. Quanto maior a nossa apreciação de Cristo, menos aparecerá o nosso 'eu'.
G) Esfolar o holocausto. O couro, aquilo que parecia mais bonito aos olhos humanos, era a única parte do animal que não subia a Deus em cheiro suave. “O que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação” (Lc 16:15). Muitas ceremônias, e muitas apresentações alegres e agradáveis, que tem tanto destaque em muitas igrejas hoje, não agradam ao Senhor. 

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   O TABERNÁCULO

Tenda provisória, onde o Senhor falava a seu povo, Ex 33.7-10. Construção portátil, em forma de tenda, que Deus ordenou a Moisés fizesse para servir de sua morada no meio do povo de Israel, Ex 25.8,9, donde lhe veio o nome de habitação, Ex 25.9; 26.1, lugar onde Jeová falava a seu povo, Ex 41.34,35, onde se achavam depositadas as tábuas da lei ou o testemunho, “o tabernáculo do testemunho”, Ex 38.21; cp. 25.21,22; Nm 9.15, também denominado “casa do Senhor”, Ex 34.26; Js 6.24. Os materiais para construção do tabernáculo foram adquiridos ali mesmo em larga quantidade. As madeiras vieram das florestas do deserto. Deram os homens e as mulheres os braceletes, as arrecadas, os anéis e os ornatos dos braços; todos os vasos de ouro foram postos à parte para donativos do Senhor. Se algum tinha Jacinto, púrpura e escarlata, linho fino e pelos de cabra, peles de carneiro, metais de prata e de cobre, paus de cetim para vários usos, tudo ofereceram ao Senhor. Os príncipes ofereceram pedras cornelinas e pedras preciosas para o éfode, Ex 35.21-29. O largo dispêndio de metais preciosos para uma construção temporária ficou plenamente justificado, uma vez que todos os materiais tinham de ser aproveitados, quando se procedesse à construção permanente.
O Senhor dá a Moisés as instruções minuciosamente para a edificação do tabernáculo, a começar pela arca, que era o ponto central para o encontro de Jeová com o seu povo, Ex 25.22.
I. Feições essenciais e permanentes: a arca, a mesa dos pães da proposição e o candeeiro de ouro, Ex 25.10-40, símbolo de cousas celestiais, Hb 9.23. Seguem-se os pormenores, Ex 26.1-37; para o altar dos sacrifícios, Ex 27.1-8; para a localização do átrio, Ex 27.9-19. O candeeiro deveria ser alimentado com azeite puro de oliveira para conservá-lo sempre aceso, Ex 27.20,21. O cap. 25.30 de Êxodo fala sobre os pães da proposição que deveriam estar sempre na presença de Deus. II. Aproximação a Deus, por mediação do sacerdócio. Sua instituição, Ex 28.1; suas vestes, Ex 28.2-43, modo de sua consagração, Ex 29.1-36. Depois de criada a ordem sacerdotal, vêm as especificações referentes ao altar, Ex 29.37, e ao sacrifício perpétuo, Ex 29.38-42. III. Passa em seguida para o altar dos incensos, Ex 30.1-10, simbolizando a adoração que o povo santificado oferece a seu Deus. Somente neste lugar é que se fala do altar dos perfumes em separado dos demais objetos que ornavam o tabernáculo. Deveria ocupar logicamente o ponto em que o povo oferecia as suas adorações ao Senhor. Em outros lugares, figura ele em conjunto com as outras peças na ordem seguinte: a arca, a mesa, o candeeiro, o altar dos incensos e o altar dos sacrifícios, como se diz em relação a estes objetos, Ex 37.25-28, na enumeração de todas as peças, Ex 39.38. nas instruções sobre a maneira de levantar o tabernáculo, Ex 40.5, e na história final de sua elevação. IV. Provisões para as necessidades do culto: A contribuição de meio siclo preço do resgate de cada pessoa, Ex 30.11-16, a bacia de bronze, Ex 30.17-21 as santas unções de óleo, Ex 30.22-33, e o incenso, Ex 30.34-38.
O tabernáculo formava um paralelogramo de 18 m de comprimento por 6 m de largo, com entrada pelo lado do oriente. A parte traseira e os dois lados eram feitos com 48 tábuas, 20 de cada lado e 8 nos fundos, das quais, duas formavam os ângulos, todas cobertas de ouro. As tábuas apoiavam-se em bases de prata duas em cada tábua, ligadas entre si por barrotes de pau de cetim; cinco para conterem as tábuas a um lado do tabernáculo outros cinco para o outro lado, e cinco para o lado ocidental, presos a argolas de ouro, Ex 26.15-30. Toda a frente servia de entrada, onde se erguiam cinco colunas de pau de cetim douradas, cujos capitéis eram de ouro e as bases de bronze, de onde pendia um véu de jacinto e de púrpura. O interior dividia-se em duas secções, separadas por uma cortina suspensa de quatro colunas douradas, com capitéis de ouro e bases de prata, Ex 26.32,37. Os dois compartimentos ficavam na parte ocidental, onde se achava o santo dos santos e o santuário, ou lugar santo, Ex 26.16. Havia quatro cortinas: I. A coberta e os lados tinham uma cortina de linho retorcido de cor de jacinto, de púrpura e de escarlata com querubins. Esta cortina era feita em dez pedaços, cinco pedaços eram enlaçados uns com os outros, e os outros cinco se uniam do mesmo modo, de sorte que formavam duas peças que se prendiam entre si. Uma formava a coberta e três lados do santo dos santos, e a outra, a coberta e outros dois lados do santuário. II. A principal coberta externa do Tabernáculo, era de pelos de cabra e consistia de onze cobertas estreitas. Estas onze cobertas se ajuntavam umas às outras, formando duas secções: uma com cinco, e outra com seis, A parte formada pelas cinco cobria o teto e três lados do santo dos santos; a mais larga cobria o teto e os lados do santuário. III. A terceira coberta era de peles de carneiro, tintas de vermelho. IV. À entrada do santuário pendia um véu e outro em frente do santo dos santos. Cada um deles era de cor de jacinto, de púrpura e de escarlata, e de linho fino retorcido, com lavores de bordados, com figuras de querubins, para indicar que ninguém se poderia aproximar da presença de Jeová.
O tabernáculo ocupava um átrio retangular de 100 côvados de comprimento na direção de leste a oeste, e de 50 de largura de norte para sul, cercado por vinte colunas de cada lado com outras tantas bases de bronze e capitéis de prata, cada uma separada da outra, 5 côvados, com cortinas de linho retorcido. Na entrada do átrio havia uma coberta de vinte côvados, de jacinto, de púrpura, de escarlata tinta duas vezes, e de linho fino retorcido, com quatro colunas e outras tantas bases, Ex 27.9-18. O tabernáculo ocupava a metade da parte ocidental do átrio; o mar de bronze e o altar dos sacrifícios ficavam na outra metade para o lado do oriente sem coberta alguma A arca era o ponto de convergência de todo o cerimonial e ocupava o santo dos santos. No santuário, bem defronte do véu que o separava do santo dos santos, erguia-se o altar dos incensos, que, não obstante, também pertencia ao oráculo, 1Rs 6.22; Hb 9.3,4. Neste mesmo apartamento estava a mesa dos pães da proposição ao lado direito, e ao lado esquerdo, o candeeiro de ouro. Fora do átrio, estava o mar de bronze e o altar dos sacrifícios. A dedicação do tabernáculo fez-se no primeiro dia do segundo ano depois que os israelitas saíram do Egito. Durante o dia, cobria-o uma nuvem, e durante a noite, pairava sobre ele uma coluna de fogo, enquanto durou a viagem pelo deserto. Quando se levantava acampamento, os levitas se encarregavam de desmontar o tabernáculo e de novo o levantarem em outro lugar, Ex caps. 26; 27.9-19; 35.4-36; 38; 40.1-38. Enquanto durou a conquista de Canaã, a arca permaneceu no campo em Gilgal. Depois de se estabelecerem na terra prometida, Josué levantou o tabernáculo em Silo, onde permaneceu em todo o tempo dos juizes, Js 18.1. Parece que em torno do santuário havia dependências destinadas aos sacerdotes e à guarda das ofertas que o povo fazia ao Senhor, 1Sm 3.3; cp. acampamento dos levitas em torno dele, Nm 3.23,29,35. Estas dependências com certeza Eram protegidas de modo diverso, por que era o tabernáculo. Fala-se em tendas, 2Sm 7.6, em porta do tabernáculo do testemunho, Js 19.51; 1Sm 2.22, em habitação de Jeová, Js 22.19,29; Jz 19.18; 1Sm 1.7,24; 3.15. Quando os filisteus tomaram a arca, o tabernáculo perdeu toda a sua glória e todo o seu valor, Sl 78.60. No reinado de Saul a arca esteve em Nobe, 1Sm 21.1.
No reinado de Davi e no de Salomão, até à construção do templo, o tabernáculo estava num alto que havia em Gabaom, 1Cr 16.39; 21.29. Depois que Salomão edificou o templo, segundo o modelo do tabernáculo, porém em mais largas proporções, tudo que havia no tabernáculo foi transferido pra ele. 1Rs 8.4; 2Cr 5.5